O mundo virtual e da tecnologia é uma fonte constante de novidades. E um dos fenômenos que vêm crescendo em popularidade ultimamente, inclusive aqui no Brasil, são os NFTs. A sigla para Non-Fungible Tokens (Tokens não-fungíveis) é razoavelmente conhecida, mas poucos sabem o que ela realmente significa. Se este é o seu caso, continue lendo e entenda, afinal, o que são os NFTs.

Token não-fungível

Primeiro de tudo, NFTs podem ser qualquer arquivo digital – textos, imagens, vídeos, jogos, GIFs, etc. Diferente de um arquivo comum, eles são criptografados em blockchain, a mesma rede em que o Bitcoin e outras criptomoedas se baseiam. Por exemplo, desenhos de gatinhos, os CryptoKitties, foram uns dos primeiros NFTs a serem vendidos e comprados, em um jogo de trocas virtuais.

O nome é bastante estranho, mas explicativo. “Não-fungível” significa que cada NFT é único e não pode ser substituído. O Bitcoin, por exemplo, não é um NFT pois pode ser trocado e substituído por outro Bitcoin, que é exatamente a mesma coisa. Por conta disso, um NFT é colecionável e pode ser vendido pelo seu criador apenas uma vez – e então revendido por quem o comprou.

Por que eles são tão caros?

Logo depois de uma casa renomada de leilões ter vendido a sua primeira obra de arte em NFT, uma colagem do artista Beeple, por $69.3 milhões, as pessoas passaram a prestar mais atenção nesse mundo. Também surgiu o questionamento óbvio: para quê eles servem? E por que se gastou um valor tão elevado em algo virtual, que pode ser visto e copiado por todos?

Sim, quando você compra um NFT, ele ainda pode ser reproduzido por aí. Mas todos nós já vimos uma foto da Monalisa – e a obra de Da Vinci continua sendo avaliada atualmente em mais de US$1 bilhão. 

É aí que entra o blockchain e a criptografia. Cada NFT tem algo que não pode ser copiado: um certificado de posse pela obra, que pode ser rastreado por qualquer um na rede blockchain. Da mesma forma, apesar da Monalisa ser constantemente reproduzida em imagens de todo tipo, há apenas uma original.

É importante lembrar que existem NFTs disponíveis na internet por um valor muito acessível, apesar da mídia focar naqueles mais caros. Afinal, não existem apenas Da Vincis e Beeples: há artistas amadores no mundo digital também.

E qual o objetivo dos NFTs?

Bem, tudo tem um porquê, mesmo que algumas pessoas digam que a arte não precisa de propósito. Se você é um artista, por exemplo, os NFTs podem ser um caminho para vender as suas obras e viver disso. Por exemplo, mesmo que você venda a um preço acessível, é possível solicitar à plataforma que, toda vez que o seu NFT seja revendido, você possa receber uma comissão. 

Já se você é um comprador, é possível adquirir o NFT para dar suporte financeiro a artistas que você gosta e ganhar direitos de uso, como através da utilização da imagem como a sua foto de perfil em uma rede social. Além disso, você terá o direito de dizer que é dono ou dona oficial da arte, com uma entrada na rede blockchain para comprovar.

Há também quem compre NFTs como ativos especulativos – ou seja, na esperança de que o valor deles suba para vendê-los no futuro.

Como comprar / vender NFTs?

Qualquer pessoa pode comprar e vender NFTs. Para isso, é preciso fazer uma carteira digital e escolher qual criptomoeda você irá utilizar. Depois, selecione a plataforma de compra e venda de NFTs e crie uma conta. Algumas das plataformas mais utilizadas são a Open Sea, Nifty Gateway e Mintable. Se o seu foco é um nicho, faça uma pesquisa, pois existem lojas específicas criadas por marcas, por exemplo. De qualquer maneira, é importante prestar atenção às taxas do site e à conversão de moedas.

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